Entre os dias 4 e 6 de agosto, a ethne ocupa a Galeria Zilda Fraletti, em Curitiba, para apresentar Moda Arte – Ikats e Veludos da Rota da Seda, uma exposição inédita que nasce do encontro entre moda, arte e patrimônio têxtil.

Ao longo dos últimos anos, nossas viagens pela Ásia Central nos levaram até pequenas oficinas onde o tempo parece caminhar em outro ritmo. Lugares em que o desenho ainda nasce nos fios antes mesmo de existir o tecido. Onde o tear continua sendo conduzido pelas mãos. Onde técnicas transmitidas entre gerações seguem vivas graças aos artesãos que insistem em preservar um conhecimento que atravessou séculos.
Foi ali que encontramos os ikats e os veludos Bakhmal que hoje dão vida aos casacos e quimonos da coleção.

Foto: Samira Campos.
Agora, pela primeira vez, nossas peças contemporâneas e carregadas de valor histórico ocupam uma galeria de arte.
A exposição nasce justamente desse desejo: contar a história por trás de cada casaco.
Ao longo do percurso, o visitante descobre como a seda Mulberry se tornou uma das fibras mais preciosas do mundo, conhece a técnica do ikat — em que o desenho é criado antes mesmo da tecelagem — e mergulha na história do Bakhmal, um dos veludos mais raros produzidos atualmente.
Também conhece os tradicionais chapans, casacos que, durante séculos, simbolizaram honra, respeito e hospitalidade na cultura uzbeque.

Foto: Prachi Sharma.
Mais do que apresentar roupas, quisemos revelar tudo aquilo que normalmente permanece invisível.
Cada etapa da exposição é um convite para desacelerar e olhar para essas peças de outra maneira. Não apenas como objetos de moda, mas como fragmentos de uma história que começou muito antes de chegar até nós.
Porque, para a ethne, viajar sempre foi mais do que atravessar fronteiras.
É aprender com quem preserva saberes.
É transformar encontros em criação.
E é compartilhar essas histórias para que continuem atravessando o tempo.




